Panorama da indústria e crescimento da economia foram temas da palestra de Ricardo Amorim para empresários de Araguaína  


21 de setembro de 2017
Panorama da indústria e crescimento da economia foram temas da palestra de Ricardo Amorim para empresários de Araguaína   

Araguaína foi a primeira cidade do Tocantins a receber o ciclo de palestras do 3º Encontro Estadual da Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Tocantins – FIETO dentro da agenda comemorativa de 25 anos de criação da entidade. Na noite do último 21 de setembro, um público formado por empresários, industriários e profissionais de diversos segmentos da economia acompanhou a palestra com o economista Ricardo Amorim sobre a saída para a indústria no período de crise, no auditório da FIETO.

 A Associação Comercial e Industrial de Araguaína – ACIARA compareceu em peso com diretores e associados para acompanhar um pouco do panorama do setor produtivo industrial do Brasil e as perspectivas para os próximos anos. O presidente da ACIARA, Márcio Parente, destacou que a abordagem positiva da economia nacional feita pelo palestrante é um alento para os empresários.

 “Todos nós estamos precisando de boas notícias, mas queremos algo sólido, algo em que podemos confiar. O Ricardo soube apresentar muito bem os dados, mostrou que temos todas as condições de retomar o crescimento e isso estimula muito nossos projetos de investimento no comércio e na indústria”, disse Márcio.

 Futuro promissor

 Durante pouco mais de uma hora e meia de conversa com o público, Ricardo Amorim apresentou dados dos ciclos econômicos nacional e internacional e traçou um cenário animador para os investidores. Durante todo tempo, o economista estabeleceu relações entre a conjuntura política e a resposta da economia, mas deixou claro que a tendência do Brasil é retomar o crescimento.

 “Os industriários do Brasil vão fechar 2017 melhor do que 2016, disso eu não tenho dúvidas. E eu acredito que esta recuperação está só começando. No último ciclo econômico brasileiro, o foco maior estava no consumo e não no estímulo à produção. Mas agora parece que vem algo diferente, porque vemos a Reforma Trabalhista, a expectativa da Reforma Tributária e tudo isso reduz o custo de produção no Brasil e torna nossos produtos mais competitivos”, pontuou Ricardo.

 Jefferson Silva, empresário no ramo da indústria da construção civil e presidente da ACIARA Jovem, lembrou que, em Araguaína, as expectativas de melhora para o segmento são grandes, principalmente por causa de investimentos em um novo Parque Industrial.

  “Araguaína não produz apenas para o mercado local, mas exporta também para outros estados e até países. Por isso estamos na expectativa de mais investimentos também na parte logística, na ferrovia, hidrovia, para facilitar esse escoamento da produção”.

 Força do interior

 Ricardo também ressaltou a importância econômica que o interior do Brasil está tendo para o retorno do crescimento.

 “Das 20 cidades que mais geraram emprego no Brasil neste ano, 19 são cidades do interior. A única capital foi Goiânia, que cresce atrelada ao agronegócio. E destas 20, em 14 cidades o setor que mais gerou emprego foi a indústria. As capitais dependem muito mais do setor público, do funcionalismo, que está com a corda no pescoço, por isso o crescimento é baixo. E no interior, onde há mais dependência ao agronegócio, o crescimento é maior e o Tocantins está nesta fronteira”.

 O presidente da FIETO, Roberto Pires, enfatizou que Araguaína foi a primeira cidade a receber a palestra porque foi onde a FIETO nasceu. E que a escolha de Ricardo Amorim foi acertada, em virtude do grande conhecimento das economias nacional e mundial que o economista possui e porque ele trabalha sob uma perspectiva otimista.

 “O Tocantins é um estado fadado ao crescimento. Mesmo com a crise, acreditamos nesse desenvolvimento, principalmente ligado à industrial da transformação, que atua junto ao agronegócio. Aqui no Tocantins, a indústria da transformação só representa 30% do PIB, enquanto que, no Brasil, o índice é de 52%, então nós temos um caminho grande para crescer. E a federação sustenta a bandeira da indústria da transformação para conseguir políticas públicas para o segmento. Temos que agregar valor aos nossos insumos”, informou Roberto.